Parte dos moradores não volta a prédio em frente a cratera após liberação, em São José dos Campos: ‘medo que possa piorar’
16/02/2026
(Foto: Reprodução) Moradores podem voltar para prédio após cratera ser fechada
Mesmo após a liberação da Defesa Civil, parte dos moradores do prédio interditado por causa das crateras na Rua Felisbina de Souza Machado, no Jardim Imperial, em São José dos Campos, ainda não retornou para casa.
As duas crateras abertas na via já foram preenchidas com pedras. Segundo a prefeitura, essa é apenas a primeira fase das obras de recuperação, que devem continuar até a construção de uma nova galeria pluvial no local.
Com o avanço dos trabalhos e o tempo mais firme, a maioria dos 156 moradores que havia sido retirada foi autorizada a voltar. Ainda assim, muitos preferem esperar. O síndico do prédio, Rafael Barbosa, afirma que o medo ainda é grande entre os moradores.
“Ninguém queria ter saído, mas numa ocasião dessa não tem o que fazer. A gente está se organizando, voltando aos poucos. Alguns com muito medo de voltar, alguns não vão voltar. Olho na janela o tempo todo… o medo, ainda tem medo. O pessoal tem muito medo que possa piorar”, disse.
Cratera no Jardim Imperial, em São José dos Campos.
Andressa Lorezentti/Rede Vanguarda
Miguel Dognini, que mora no terceiro andar, voltou para o apartamento, mas admite que ainda está inseguro. “A gente tem um pouco de medo, um pouco de receio, mas é nossa casa. A gente quer de toda forma voltar para o nosso lar”, contou.
Além dos transtornos causados pelas crateras e pela interdição parcial da rua, moradores da região enfrentaram outros problemas. Nesta segunda-feira (16), um vazamento foi registrado nas mangueiras usadas para o abastecimento emergencial de água.
A aposentada Maria Cecília da Silva ficou preocupada com a situação. “Se encher muito ali, vai parar lá no meu quintal. Então eu estou preocupada”, afirmou. A Sabesp esteve no local e realizou o reparo após cerca de duas horas.
Cratera foi fechada com pedras no Jardim Imperial, em São José dos Campos.
Andressa Lorezentti/Rede Vanguarda
Relembre o caso
O problema na rua começou no dia 27 de janeiro, quando a primeira erosão se abriu. Um caminhão chegou a ser engolido pelo buraco. A segunda cratera surgiu no dia 7 de fevereiro, durante um período de chuvas intensas. Um prédio com 34 apartamentos e quatro casas foram interditados. Duas dessas casas continuam interditadas.
Segundo a Defesa Civil, a área segue sendo monitorada e a situação está sob controle.
“Foi feita perícia no prédio, verificadas todas as condições de habitabilidade, e também a contenção da cratera está estabilizada. Agora já entra em outras fases de recuperação, mas o principal, que era dar garantia para que as pessoas pudessem retornar para suas casas, essa garantia já foi aprovada”, explicou o coordenador do órgão, José Benedito da Silva.
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